Jul 30 2009

Migrando…

Bom… então depois de ler tudo o que eu já escrevi, tomei a decisão de tentar, pelo menos TENTAR, parar de me lamentar e de gastar energia reclamando.

já falei tudo que tinha pra falar dessa doença e… ah! vai sempre ser a mesma coisa, a mesma reclamação dos remédios e tal.

Eu preciso tentar seguir em frente de uma forma mais prática.

Ainda sofro sim, das duas formas, tenho manias e depressões, mas não vou mais, ou pelo menos vou tentar não mais supervalorizar esses sentimentos e vou tentar concentrar minha energia (que é muita diga-se de passagem) em outras coisas que sejam mais produtivas.

Sim, preciso escrever às vezes, e aí entra esse outro blog, o

http://euentreelas.blogspot.com/

lá não tem muita coisa pessoal, tudo mais em metáforas, mais uma tentativa de ser um pouco mais normal… porque não… é isso aí

Abraços.


Jun 3 2009

A fase da mania

Eu percebo agora claramente que estou em uma fase de mania.
E eu tenho consciência de que eu deveria estar tomando mais remédios…
Hoje eu vejo que o meu comportamento não está 100% dentro do esperado, eu ando meio aérea, dispersa, tenho lapsos de memória, algumas crises que eu já vou explicar e enfim…
Mas o que acontece é que eu consigo perceber isso! E eu estou tentando, eu disse TENTANDO, me controlar. Pois na verdade eu ESTOU tomando remédios e sei que não estou completamente “descontrolada” como eu já estive um dia.
O que eu sinto exatamente é o seguinte: na maior parte do tempo é como se eu estivesse levemente drogada. Levemente!!!!
Não uma droga que deprima. Algo mais excitante mesmo. E tem algumas coisas que agravam essa sensação como por exemplo a música. Se eu escuto uma música alto, que eu gosto em sinto uma espécie de euforia, uma vontade de fazer muitas coisas e na verdade isso fica um pouco fora do meu controle e às vezes chega a ser ruim.
E aí era aonde eu queria chegar. Essa excitação LEVE que eu tenho sentido 24 horas por dia tem o lado negativo de não me dar descanso… Tem alguns momentos que realmente eu fico cansada e queria me sentir mais… mais viva. Mais centrada, mais consciente dos meus atos. Sim! Porque quando eu fico meio “viajando”, eu acabo fazedo algumas coisas que logo em seguida eu mesma questiono o porque de ter feito… Uma coisa que eu faço sem querer (por querer na verdade mas sem conseguir controlar digamos) é dar em cima de pessoas que eu não devia por exemplo. Mas enfim, voltando, quando fica muito pesado e difícil controlar toda a euforia e a vida dentro dos limites por conta própria, eu sinto uma mistura de sentimentos que envolve: a necessidade de ser mais “igual” a todas as outras pessoas; a culpa por estar mais feliz do que eu devia; a vontade de me sentir viva enfim… e a única coisa que alivia a confusão causada por esses sentimentos é a dor física. Que se tornou um vício… Excitação e dor… que combinação trágica… às vezes…

E enquanto isso eu vou vivendo como uma pessoa aparentemente normal. Com algumas exentricidades claro, um pouquinho estranha às vezes, “diferente” aqui ou ali mas nada de mais.
Evitando intimidades ainda, se isolando em alguns momentos sem explicação mas… nada que chame a atenção num mundo de pessoas tão problemáticas.
Viciada em sexo não posso negar, tentando controlar esse vício e não sei se obtendo êxito……. mas sempre lutando contra o instinto e procurando não transparecer nada pra evitar rótulos e…
E dentro da minha cabeça sempre um turbilhão…

As crises que eu mencionei são momentos em que meu pensamento se agita e acelera e tudo fica tão rápido que é como se eu perdesse o controle do pensamento e de repente eu precisasse bater minha cabeça forte na parede pra fazer ela parar de pensar. E como se a realidade fosse se distanciando e se eu fosse me recolhendo pra um mundo próprio que vai se fechando, um mundo só meu e parece que eu vou desmaiar. É parecido com aqueles filmes onde a cena é aceleradae agitada… Os sons somem e fica tudo um zumbido só na minha cabeça. É um sentimento meio desesperador de que eu vou sair desse mundo pra sempre e me fechar… Acontece que graças a Deus eu já descobri depous de alguns “episódios” que pra passar essas crises eu só preciso entrar em contato com algum ser humano. Só isso!!! Porque aí eu volto pra realidade ou sei lá! rss Como se eu me agarrasse naquela pessoa e ela me trouxesse de volta de um abismo. Parece besteira mas é bem ruim… e como eu não quis tomar remédio pra isso tenho que lutar contra sozinha. E sempre acontece de manhã ou à noite quando eu tô sozinha, com uma frequência mais ou menos de uma vez por semana. Mas tô indo bem, já não fico tão nervosa e já que começa procuro alguém.
Já ficou confuso agora…
Mas tudo pra não tomar remédios. Tudo!


Apr 22 2009

Desespero…

Por muito tempo na minha vida eu não sofri, não senti as famosas “emoções” que todo mundo sente… não me apeguei a pessoas. Aí fizeram de tudo pra eu começar a sentir o que todo mundo sente. Me encheram de remédios que supostamente me fariam mudar e começar a sentir o que os outros sentiam. Eu tinha que ser “normal”, eu tinha que sofrer também.

E aí eu fui aprendendo devagar a sentir amor. Meio desajeitado vou confessar… mas aprendi  sim.

Desde que eu comecei a tomar remédios muitas coisas mudaram. Muitas coisas… Em especial em relação à família. O relacionamento que eu não tinha com eles passou a existir, um certo carinho até… Não posso dizer que seja 100%, mas sim eu sinto amor e apego.

Eu tenho altos e baixos ainda, às vezes fico mais distante, passo uns dias sem me “comunicar” muito, mas nem se compara ao passado, antes da medicação.

O grande problema foi que teve uma pessoa que eu me apeguei de verdade. Essa que eu passei 7 anos do lado. Essa eu aprendi a amar. Porque eu amava ela do meu jeito, e ela aceitou o meu amor, mesmo ele não sendo muito convencional. E eu passei a amá-la como se fosse família. Deve ser porque quando eu conheci ela eu tava começando a tomar os remédios e ela passou por tudo do meu lado. Foi a primeira pessoa que eu “conheci” na nova fase…

Só que pra variar, como parece que está no meu sangue magoar todos que se aproximam de mim uma hora ou outra, eu traí a confiança dela também. É como se eu tivesse me esforçado até onde deu pra ser uma pessoa certa, pra fazer a coisa certa, até que um dia eu caí.

Eu sempre tive essa obsessão por fazer tudo certo, acho que por causa da quantidade de coisas erradas que eu já fiz. Mas eu me esforcei mesmo por alguns anos pra não fazer nada errado. Como se eu fosse deixar de ser eu mesma se isso acontecesse. E uma obsessão por não magoar ninguém… Por que magoei tantas pessoas e aí eu achava que agora que eu esstava me tratando isso não podia mais acontecer se não tudo seria em vão e…

Mas é como se eu fosse aquele escorpião que por mais que viva com você por um tempo um dia acaba te picando…

Então eu tentei, e como eu tentei por ela não fazer nada de errado. E eu não quero acreditar que tá na minha natureza estragar tudo mas…

Se foi sempre assim então…

Então eu magoei e traí a pessoa que me acolheu e me aceitou como eu era. Aquela que sabia de tudo, que sabia do que eu era capaz e mesmo assim acreditou em mim.

E agora eu tenho que viver com a culpa por ter magoado a pessoa que me amou…

Essa culpa tá me consumindo porque eu não queria mais magoar ninguém…

E agora parece que tudo perdeu o sentido, que não vale mais a pena continuar tentando. Que a minha vida é uma farsa e que eu não sou nada daquilo que eu me propus a ser.

De que adiantou tantos anos de tratamento pra descobrir que eu sou assim mesmo!!

Eu não sei se vale a pena tentar ainda ser uma pessoa boa…

Parece que eu to prestes a me fechar de novo… mas bem pertinho mesmo…

Já comecei a sair sozinha… to afastando as poucas pessoas que eu tinha alguma relação…

Se eu voltar e parar de sofrer talvez seja uma boa idéia, só não tenho certeza se isso pode ser voluntário… mas parece que é possível sim. Parece que eu estou vendo acontecer.

Será que uma pessoa se torna bipolar pra fugir do sofrimento??? Porque funcionaria por algum tempo… Ou eu morro agora por não ter mais sentido continuar ou me fecho de uma vez pra tudo… se eu conseguir…

Parece tão infantil falar isso mas… tá realmente insuportável.


Apr 14 2009

Ela… ainda

Ontem eu liguei pra ela… não agüentei… Eu sinto muita saudade e muita falta da presença dela…

Mesmo assim ao quero voltar. Estou certa de que o amor que eu sinto não é aquele que se espera em um namoro.

Portanto não serve mais..

Acontece que a culpa por ter terminado está me consumindo. Eu me sinto culpada e tão mal, mas tão mal que é como se eu merecesse tanta coisa ruim.. e tanta dor…

Só que dor física eu posso suportar mas essa que está dentro de mim está insuportável!!

Eu NÃO vou ficar com ninguém por pena e vou pensar em mim sim, mas por que dói tanto??

De onde vem essa dor pela separação? O que ela se tornou na minha vida que agora dói tanto largar? Que ligação é essa!!!!!!

Todos os casais que se separam devem passar por isso, eu sei…

Eu só sei que eu to sofrendo muito e não sei até quando vai ser assim… e isso me apavora porque minhas forças estão acabando….


 

Eu saio com outras pessoas, tento me distrair e na hora parece até que eu esqueço dela um pouco. Mas aí chega a hora de dormir ou a hora que eu acordo e não tem ninguém lá…

 

Quer coisa mais infantil do que ficar pensando que seria bom se eu me machucasse o me acidentasse pra eu pagar de uma vez pelo que eu to fazendo….. e eu as vezes penso isso!!!! Isso é inaceitável pra mim. É pensamento de gente fraca… 

 

Acontece que eu to fraca…

Ela sugou toda força que eu tinha…

A força que eu tinha com ela… a força que eu tive pra deixá-la…

A força que a culpa ta encobrindo.

Culpa pelo sofrimento dela. Que eu nunca quis causar. E que vai passar…..

Enquanto eu vou sumindo aos poucos.   


Apr 8 2009

Ela

Será que é possível que eu tenha jogado fora um relacionamento de 7 anos, com a única pessoa que eu amei de verdade por causa de sexo???
Não pode ser… Claro que não foi…
Se a gente não brigava, Se dava bem, ria, conversava…

Será que eu não podia viver do lado da única pessoa pra quem eu me abri e me entreguei de “copro e alma” (se é que eu cheguei a fazer isso mesmo), porque não conseguia mais viver sem ir pra cama com essa pessoa…
Não dá pra viver de amor??? Amor tem que ter paixão??? Quem tem essas respostas pra me dar!!!!!
Se eu vivi assim por algum tempo e tentei… e até consegui e… eu tentei eu juro mas nao deu…
Sim o corpo fala mais alto às vezes.
E aí quando a emoção fica mais forte que a razão vem as brigas e as cobranças…
Mas eu não tinha dito e me proposto a ser sempre mais razão? Sim!!!! Eu falei que não ia me deixar levar pela emoção nunca!!! mas que confusão!!! Minha razão falou que eu tinha que ficar do lado dela porque ela completava meu lado sentimental… quanta contradição!!!!!!
Como eu não percebi que ela me calmava… como tão poucas coisas me acalmam…
Calma!!!! Esse sentimento que me é TÃO caro.
Paz talvez?? 
Eu fugi dela em busca de aventuras???? Que estupidez!!!! … que falta essa calma me faz agora…
Sim o familiar e o conhecido trazem segurança com certeza. Só que pra mim ela era a única coisa conhecida… e ainda ás vezes eu me sentia só…
Que dificuldade a minha de se entregar… e ela entendeu e ficou ali, aceitando incondicionalmente toda a minha confusão.
Eu queria sim viver do lado dela pra sempre… Como família eu acho. Mas não conseguia mais evitar sentir atração por outras pessoas!!! E aí sentia que estava falhando com ela… sinto ainda…
Sinto que deixei uma emoção fraca do mundo tomar conta de mim, e sinto que me igualei àqueles que eu tanto condenei. Ainda assim sinto um cansaço tão grande, que se confunde com alívio e muita mas muita culpa… Eu tentei ser fiel, tentei respeitar e foi por isso que eu terminei. Porque a pessoa que viu quem eu era, e aceitou mesmo assim, não merecia a minha traição. E dói tanto tanto… Até então não tinha tido vontade de falar sobre isso… nem sei se tenho ainda…
Todos os mil e um motivos que eu falei pra mim mesma e pra tantas pessoas pelos quais eu terminei.. nem eu sei ao certo se são reais. Não trair, me encontrar… Deixá-la ser feliz…
Tudo isso parece tão pequeno, tão vago…
Acho que o ciclo se completou mesmo. Pra mim e pra ela. Acho que não tinha mais nada pra dar. Eu não tinha. Eu me sinto tão cansada de amar. Ao mesmo tempo é como se só ela merecesse o meu amor. Me sinto extremamente culpada só de pensar na possibilidade de um dia vir a sentir algo parecido por outra pessoa.
Esse sentimento deve ser comum a todos que se separam… fidelidade emocional será? rs
Eu nunca quis gostar dela pra começar. Nem achei que gostasse tanto… Não sei se amei como os namorados amam. Não sei que tipo de amor eu senti ou sinto…
Eu sinto muita falta dela. Muita…
Mas não voltaria eu acho. Não magoaria ela ainda mais. Ainda tenho muito pra falar sobre isso.

Mar 20 2009

O conhecimento pra MIM

Você nunca passou por uma situação em que você olha pra uma pessoa, e tudo que você quer é nada nela seja conhecido? Que ali não tenha nada de “familiar”?
Sim, o familiar é confortante, faz sentir segurança. Nós buscamos o conhecido sim Nietzch… Mas aí… Aí ele me deixou em dúvida porque… tem momentos que eu me sinto tão afastada… não sei se esse é o termo. Desconectada talvez do conceito de familiar. Como se o meu familiar fosse mutável por instantes…
Se eu por vezes procuro o conhecido nas pessoas pra me sentir tranquila, muitas vezes eu procuro o estranho, justamente pra não ter que lembrar que eu já vi essas pessoas, que eu já pensei sobre elas, que eu já formei idéias… porque eu quero formar outras idéias. Eu quero jogar outros conteúdos dentro dessas pessoas. Como se de repente eu me cansasse do que  eu já sei, ou do que eu penso que eu sei.
Se as pessoas não são elas mesmas, são quem eu decido o que elas são pra mim, então eu posso recriá-las cada vez que eu as vejo de novo, não posso?
(… não se elas já são “conhecidas”, talvez disesse o filósofo)
Estranhos são fascinantes. O risco, aquele monte de idéias novas e de personagens novos que se crian quando se começa a conhecer alguém… até mesmo a possibilidade da exposição sincera, diante da falta conceitos “familiares” pre estabelecidos por aqueles que já conhecemos…
Claro que tudo fica mais fácil quando eu me exponho e me misturo com estranhos tendo ”ninho” pra voltar quando eu preciso…

(Na verdade mesmo posso dizer que acabei de abrir mão desse ninho em nome de uma suposta “dignidade” que eu to tentando alcançar mas isso é outra história…)

Conhecer mesmo alguém… é tão difícil… porque depende de a outra pessoa se deixar conhecer, e quem quer mesmoconhecer alguém?
No fundo só se quer encontrar no outro características agradáveis que confortem.
Que nojo.
Conhecer alguém então seria esquecer tudo que se tem registro prévio e abrir a mente pra deixar entrar o que vem de informaçãodo outro, sem pré conceitos, sem pré “coisa nenhuma”? Que difícil…
Me fale de você que eu vou ser um “vazio” e ver você como você me diz e demonstra ser, e ainda assim pra mim você vai ser uma pessoa, e pro outro outra. 

As vezes eu sinto como se o mundo fosse um palco feito por Deus pra mim, e as pessoas são personagens que eu to vendo, e udo é só um cenário, e eu que decido como cada um é. Como se tudo estivesse girando ao meu redor, e bem no fundo eu estivesse completamente só. Como se nada fosse real mesmo. E nessa hora não tem “conhecidos”… Nada é “familiar”. Só eu, vagando, e aqueles bonecos ali pra preencher o vazio… E eu já fico em dúvida se foi Deus ou eu que criei essas pessoas…
Mas enfim…
Essas idéias se controlam com a ajuda dos homens que “sabem mais”… e esses sentimentos hoje ficam mesmo bons para serem descritos e conversados a respeito rs


Feb 13 2009

Libertas quae sera tamen

A liberdade é um estado quase surreal… parece que ser realmente livre está tão distante!!
Todos os dias eu me lembro de não me conformar e de querer sim ser uma pessoa livre. Livre de preconceitos, livre de sentimentos que me prendem e não me deixam ser eu mesma, livre de regras que eu mesma não sei porque precisam ser seguidas…

Existem regras que são bem claras, como as leis, que todos tem que seguir pra um bem comum, pra respeitar os limites dos outros. E existem outras “regras” que são impostas pela sociedade, que não vem escritas em lugar nenhum, que nós seguimos por hábito, por costume, por tradição. Aquelas culturais, que quem não seguir se torna um “esquisito”. Estas me incomodam um pouco. Muito às vezes… Porque eu sou aquela que desde sempre fugiu um pouco do código cultural.
Essas regras, essas coisas que todo mundo faz porque tem que fazer… Ah!!!!!!
Essa roupa tem que usar assim, mulheres se comportam assim, se você gosta de alguém tem que agir de tal forma… tantas convenções que sei lá de onde vieram, e todo mundo segue sei lá por que!!!! Não sei que medo é esse de fazer diferente e sofrer preconceito se não estava escrito em lugar nenhum que tinha que ser daquele jeito! Tudo porque na nossa cultura sempre foi assim ou assado. Muda pô! Ousa um pouco!

Minha identidade cultural é extremamente frágil. Me chamam de volátil… Eu mudo de humor, de gosto, de roupa, de cabelo bem rápido… Eu não mudo de princípios, de valores, mas se hoje eu gosto de uma música, de um filme, sei lá… mês que vem muda tudo… O mundo é tão rico pra eu explorar que eu não preciso passar a minha vida ouvindo uma coisa só ou usando sempre verde por exemplo… Talvez isso me torne uma pessoa sem identidade, pode ser, ou talvez seja justamente essa a minha identidade, ser assim “esquisita”.
Eu sou fascinada por outras culturas, tipo outras tribos. Pelos rituais, roupas, crenças… Não que eu quisesse viver aquilo mas conhecer sabe? Eu acho muito interessante como os povos vivem de uma forma totalmente diferente da minha e mesmo assim nascem crescem se reproduzem e morrem do mesmo jeito, sem serem melhores nem piores do que eu. E algumas tribos se dividem e se organizam de formas tão interessantes….
Eu vou adorar estudar antropologia.. rs

Essa liberdade ta aí! Um pouquinho adiante do medo de mostrar a cara e de sofrer um pouquinho de rejeição… rsss


Oct 7 2008

Momentos que passam

06/10 02:02 PM   I don’t feel like I’m going to live for a very long time. I feel that my mind is not strong enough and at certain moments I lose sanity. I fight to keep myself strong, and fight these moments when it seems that my heart is going to explode and darkness comes to take over.

Oct 3 2008

Canção da Libertação da Mercedes Sosa

Eu ando meio triste. Triste de verdade. Não deprimida. Triste. Triste com o mundo, com as pessoas... Triste enfim. Com vontade de chorar. Tô desapontada com o ser humano. Com a indiferança. Com a fuga. Com a fraqueza. Com a importância que as pessoas dão pra coisas banais. Eu quero que Deus me faça ver o que realmente importa, pra que eu não fique aqui, perdendo tempo com bobagens. Minha vida é importante demais pra isso. Eu não quer acordar um dia e ver que perdi tempo com coisas sem importância. Eu quero saber que caminho seguir pra que a minha vida faça sentido...mas não só pra mim.

Como nessa música da Mercedes Sosa



Solo Le Pido a DiosLeon Gieco  Solo le pido a DiosQue el dolor no me sea indiferente,Que la reseca Muerta no me encuentreVacia y sola sin haber hecho lo suficiente. Solo le pido a DiosQue lo injusto no me sea indiferente,Que no me abofeteen la otra mejillaDespués que una garra me araño esta suerte. Solo le pido a DiosQue la guerra no me sea indiferente,Es un monstruo grande y pisa fuerteToda la pobre inocencia de la gente. Solo le pido a DiosQue el engaño no me sea indiferenteSi un traidor puede mas que unos cuantos,Que esos cuantos no lo olviden facilmente. Solo le pido a DiosQue el futuro no me sea indiferente,Desahuciado esta el que tiene que marcharA vivir una cultura diferente.        Só Peço a Deus Só peço a Deusque a dor não me seja indiferenteque a seca morte não me encontrevazia e só sem ter feito o suficiente Só peço a Deusque o injusto não me seja indiferenteque não me esbofeteem a outra bochechaDepois que uma garra me arranhou essa sorte Só peço a Deusque a guerra não me seja indiferenteÉ um monstro grande e esmagaToda pobre inocência da genteÉ um monstro grande e esmagaToda pobre inocência da gente Só peço a Deusque o engano não me seja indiferenteSe um traidor pode mais que uns quantos,que esses não esqueçam facilmente Só peço a Deusque o futuro não me seja indiferente,Desiludido está o que tem que marcharpara viver uma cultura diferente Só peço a Deusque a guerra não me seja indiferenteÉ um monstro grande e esmagaToda pobre inocência da genteÉ um monstro grande e esmagaToda pobre inocência da gente

Eu não quero morrer sem ter feito o que eu queria... preciso estudar pra passar nesse vestibular... se não mais um ano pro próximo curso. Acho que agora eu tô no caminho que eu queria... Espero que sim...

Sep 30 2008

Pirâmide de Maslow Bipolar

Sabe aquela Pirâmide de Maslow? Aquela que diz que na base estão as necessidades fisiológicas do ser humano, depois as de segurança, aí as sociais, e vai subindo e afinando… enfim, eu me sinto uma viajante dessa pirâmide.
Como se num dia eu acordasse lá em baixo e não me preocupasse com nada, mas nada mesmo se não comer, me manter aquecida e sobreviver.
E outros dias eu acordo com o sentimento de que eu posso mudar o mundo. Sinto a realização pessoal tão intensa que ela chega a transbordar e parece atingir quem está mais próximo.

Acontece que quando eu me sinto como um mendigo, que não se preocupa com mais nada além da sua sobrevivência, eu acabo desprezando as relações com as pessoas que estão próximas a mim. Aí eu fortaleço as relações superficiais, aquelas que me fornecem os “materiais” de que preciso. Aquelas que não exigem discussão, que não precisam ser elaboradas. E muitas vezes aquelas que poderiam acabar em sexo - uma das necessidades básicas por sinal.
Isso parece frieza pra quem vê de fora. A pessoa que não tem sentimentos… Na verdade é só um momento em que não há tempo pra coisas que naquela hora são desnecessárias. Como se você vivesse sempre a última manhã da sua vida. E nada mais importasse.

Outros dias eu acordo querendo discutir cada aspecto de cada detalhe de tudo que possa surgir de bom e de ruim entre eu e você. Eu quero entender a sociedade. Quero salvar o mundo. Quero fazer política. Quero crescer. Não quero ser só mais uma pessoa nesse mundo tão grande. Quero deixar algo de bom. Quero ser exemplo.

Num dia como esses, um dia desses, eu fiz a minha inscrição pro vestibular desse ano pro curso de Sociologia. Sempre pensei nisso mas nunca tive coragem de ir adiante. Pois agora está feita a inscrição. Daqui a mais ou menos um mês vai ser a prova, se eu passar ano que vem começa o curso. Só vou ter que cuidar pra encontrar um equilibrio entre esses meus “dias”… rs

Eu sempre digo que o fato de ver que a coisa acontece já é o primeiro passo.
E aí vai indo.