Mentiras

Eu minto que não sei mentir, finjo que não sei fingir, convenço que não sei disfarçar…
E assim misturada à minha conhecida loucura existe uma falsa inocência que às vezes me dá nojo.
E quando eu tento conversar sobre isso, a única pessoa que me conhece um pouco melhor me pergunta: quantas Ca**** existem?
E isso me corta… porque uma das coisas que eu queria muito era poder ser eu mesma sem máscaras.
E quantas Ca**** existem?
Será que se um dia desses eu não aguentar mais e aparecer com cortes no corpo, ou se eu usar uma droga, alguma coisa emfim que deixe visível o tamanho do desespero e da angústia que eu sinto e que ninguém sabe, será que as pessoas vão dizer que não imaginavam? Ou vão dizer bem que eu pensei que ela não estava bem mesmo…
Porque a impressão clara que eu tenho é que vão dizer que não imaginavam. Eu aparento estar bem. Meio “louquinha” como dizem, mas bem. E por dentro tem um furacão, um mundo de coisas na minha cabeça que não param. Uma necessidade tão grande de encontrar um motivo pra tudo isso…
E eu vou começando e terminando, ou melhor, começando e “não terminando” milhões de atividades diferentes, sempre em busca de algo que eu mesma não sei o que é.
Eu busco uma liberdade que eu não sei se existe.
Eu busco sentir vida na dor física e principalmente na dor emocional. Eu procuro o sofrimento pra me sentir mais humana.
Tem horas que eu quero assistir ao que acontece mundo sem participar dele. Eu me sinto tão cansada…
Essa é uma Ca****… Essa é A Ca*****.

3 Responses

  • Anonymous Says:

    É isso ! Acalme os que te amam e finja estar bem, mas a dor, o desespero, o sofrimento que a gente sente por dentro está lá, presente, cortando a alma.
    Não tive opções, cheguei ao ponto de perder minha filha, tive que me equilibrar para não ficar sem ela, porém, há uns dez dias não ando bem e está começando a escapar de dentro de mim.
    A pessoa que “supostamente” está ao meu lado percebeu e, óbvio, se apavorou. Quem quer uma doente ao seu lado ?
    Meus medos, minhas inseguranças o agridem e ele me afasta. Assim, eu me sinto abandonada, o lixo do lixo e a doença quer voltar com tudo.
    Eu estava bem, aparentemente, isso estava bastando.
    Hoje, não.
    Mas tem minha filha e eu tenho que estar bem, ao menos para o mundo.
    Por ela, nem posso me dar ao luxo de morrer.
    E cheguei a pensar que tinha solução ! Creio que fui uma idiota porque a dor não passa.

  • Anonymous Says:

    Nem drogas, nem alcool, nem amores vão acabar com dores que só quem sente compreende. Por isso é melhor ir tomando o que os psiquiatras dizem, ou não. Ás vezes também é bom voar e ver o que mais ninguém vê.

  • Anonymous Says:

    Quem é você……..

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