Mar 20 2009

O conhecimento pra MIM

Você nunca passou por uma situação em que você olha pra uma pessoa, e tudo que você quer é nada nela seja conhecido? Que ali não tenha nada de “familiar”?
Sim, o familiar é confortante, faz sentir segurança. Nós buscamos o conhecido sim Nietzch… Mas aí… Aí ele me deixou em dúvida porque… tem momentos que eu me sinto tão afastada… não sei se esse é o termo. Desconectada talvez do conceito de familiar. Como se o meu familiar fosse mutável por instantes…
Se eu por vezes procuro o conhecido nas pessoas pra me sentir tranquila, muitas vezes eu procuro o estranho, justamente pra não ter que lembrar que eu já vi essas pessoas, que eu já pensei sobre elas, que eu já formei idéias… porque eu quero formar outras idéias. Eu quero jogar outros conteúdos dentro dessas pessoas. Como se de repente eu me cansasse do que  eu já sei, ou do que eu penso que eu sei.
Se as pessoas não são elas mesmas, são quem eu decido o que elas são pra mim, então eu posso recriá-las cada vez que eu as vejo de novo, não posso?
(… não se elas já são “conhecidas”, talvez disesse o filósofo)
Estranhos são fascinantes. O risco, aquele monte de idéias novas e de personagens novos que se crian quando se começa a conhecer alguém… até mesmo a possibilidade da exposição sincera, diante da falta conceitos “familiares” pre estabelecidos por aqueles que já conhecemos…
Claro que tudo fica mais fácil quando eu me exponho e me misturo com estranhos tendo ”ninho” pra voltar quando eu preciso…

(Na verdade mesmo posso dizer que acabei de abrir mão desse ninho em nome de uma suposta “dignidade” que eu to tentando alcançar mas isso é outra história…)

Conhecer mesmo alguém… é tão difícil… porque depende de a outra pessoa se deixar conhecer, e quem quer mesmoconhecer alguém?
No fundo só se quer encontrar no outro características agradáveis que confortem.
Que nojo.
Conhecer alguém então seria esquecer tudo que se tem registro prévio e abrir a mente pra deixar entrar o que vem de informaçãodo outro, sem pré conceitos, sem pré “coisa nenhuma”? Que difícil…
Me fale de você que eu vou ser um “vazio” e ver você como você me diz e demonstra ser, e ainda assim pra mim você vai ser uma pessoa, e pro outro outra. 

As vezes eu sinto como se o mundo fosse um palco feito por Deus pra mim, e as pessoas são personagens que eu to vendo, e udo é só um cenário, e eu que decido como cada um é. Como se tudo estivesse girando ao meu redor, e bem no fundo eu estivesse completamente só. Como se nada fosse real mesmo. E nessa hora não tem “conhecidos”… Nada é “familiar”. Só eu, vagando, e aqueles bonecos ali pra preencher o vazio… E eu já fico em dúvida se foi Deus ou eu que criei essas pessoas…
Mas enfim…
Essas idéias se controlam com a ajuda dos homens que “sabem mais”… e esses sentimentos hoje ficam mesmo bons para serem descritos e conversados a respeito rs