Nov 12 2007

Pessoas

Tô furiosa hoje!!! Eu percebo que to sento grossa com as pessoas mas não consigo evitar.  Tenho que me esforçar pra ficar quieta porque é melhor.
Não sei porque eu fico assim… Eu sinto um ódio tão grande de todas as pessoas ao meu redor… dá vontade de sumir e ficar sozinha, ir pra praia, pra longe.
Alguns dias não são bons pro convívio. A voz dos pessoas me irrita, o cheiro, tudo.
Que saco…
Sorte que eu sei que passa.
É só esperar.
Vou marcar consulta com outro psiquiatra. Não to muito feliz com o que eu to indo. Quero voltar pro Wirmond, que me tratou bem no início, mas ele não tem convênio e fica tão caro… mas vou lá mesmo assim pelo menos uma vez. Acho mais seguro. To sentindo que as cosias não estão indo muito bem e eu penso demais em parar de tomar o lítio. Eu to confiando que ele vai me ajudar (salvar!)
Queria poder conversar com alguém que me entendesse. EU não tenho amigos. A única pessoa que me ouve e com quem eu possos er eu mesma é a namorada mas as vezes me dá pena dela porque eu vejo que ela não tem mais tanta paciência…
Li um texto, um depoimento talvez não sei como descrever na internet, no site
www.bipolaridade.com.br, de uma pessoa que eu não conheço de pseudonimo “leitor” que me chamou a atenção. Ele conseguiu dizer em poucas palavras EXATAMENTE como eu me sinto em relação aos “outros”. Vou copiar aqui, espero que ele não se importe.
“Para um bipolar não há muitas opções, ao meu ver apenas duas:
-Ou vc vive intensamente suas “loucuras” e lógico, as dramáticas conseqüências;
-Ou vc se apega a algum comportamento pré estabelecido tentando,
desesperadamente, nele se manter para não errar e sofrer tanto.
No meu caso, em particular, o caminho escolhido foi o da “conveniência conservadora”
que me permitiu manter o que o senso comum chama de ser “bem sucedido”
(família, profissão, finanças,respeito social, etc) enfim tudo dentro dos padrões.
Mas não são os meus padrões, o meu querer é instável e na maior parte do tempo eu não quero nada!
Nem mesmo transgredir! Não sei lidar com a fraqueza do carácter humano, não gosto de “gente”,
embora sinta pena da condição humana. As minhas ironias e provocações tem dois propósitos:
Contrariar o estabelecido e eliminar a passividade das pessoas, numa tentativa de deixa-las,
talvez, um pouco mais interessantes aos meus olhos. Elas, inclusive vc, não são indefesas por
isso espero que se defendam com dignidade. Se demonstrarem apenas a indiferença sem graça do senso comum,
não haverá surpresa alguma, pois estarão apenas exercendo o livre direito à mesmice!”

Fiquei surpresa… eu poderia ter escrito isso.
Tá aí uma pessoa que eu gostaria de conhecer… e principalmente… deixar me conhecer.